O Paraná atingiu um novo recorde na produção de feijão, com um total de 865 mil toneladas entre a primeira e a segunda safra. A colheita da segunda safra foi de 526,6 mil toneladas, enquanto a primeira safra contribuiu com 338 mil toneladas. Mesmo com uma redução na área plantada em relação ao ano anterior, a produção teve um aumento expressivo, especialmente na primeira safra, que teve um crescimento de 102%.
O analista Carlos Hugo Godinho destacou que a terceira safra tem uma importância mínima em comparação com as duas primeiras. A disponibilidade interna do produto resultou em uma queda nos preços, com a saca de feijão preto sendo cotada a cerca de R$ 121,00, 44% a menos do que no ano anterior. Essa situação pode levar os produtores a reduzirem a área plantada na próxima safra.
O Boletim de Conjuntura Agropecuária também abordou a colheita de milho, a horticultura, a exportação de suínos e as consequências da imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos na exportação de bovinos e mel. A situação das lavouras de milho piorou após as geadas ocorridas no final de junho, e a exportação de mel para os Estados Unidos pode ser afetada pelas novas tarifas.
A horticultura apresentou um valor bruto de produção significativo, sendo a olericultura responsável por R$ 6,2 bilhões. Na fruticultura, a laranja liderou com R$ 1,2 bilhão, seguida pelo morango, uva e banana. A floricultura movimentou R$ 271,7 milhões. A exportação de suínos reprodutores de raça pura foi destaque no Paraná, assim como a preocupação no setor de bovinos devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
