Safra de milho no Paraná sofre com escassez de chuvas

Chegando ao mês de abril, a safrinha de milho enfrenta um desafio que os agricultores conhecem bem, mas que se torna mais complicado quando surge em momentos inadequados: a escassez de chuvas e o calor intenso, que aceleram a evaporação da umidade do solo. No recente 7º levantamento da safra 2025/26, publicado pela Conab nesta semana, a segunda safra de milho é destacada como um dos principais pontos críticos, especialmente nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

No município de Rancho Alegre D’oeste, localizado a cerca de 90 km de Campo Mourão, há áreas onde o milho já se desenvolveu sem precipitações suficientes, o que pode colocar em risco toda a colheita. Essa situação é alarmante porque não se trata apenas de previsões futuras; a Conab aponta que algumas regiões desses estados já enfrentam a falta de chuvas e até sinais de déficit hídrico nas lavouras da safrinha. Quando o clima se torna desafiador em regiões tão importantes para a produção, tanto o mercado quanto os agricultores ficam em alerta.

O problema já está visível no campo

No último boletim sobre as condições climáticas, a Conab observou que março foi marcado por chuvas abaixo da média em diversas áreas do Sul e Centro-Oeste, resultando na diminuição da umidade do solo no oeste do Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul. Em relação ao estado paranaense, o relatório destaca que essa situação já provocou restrições hídricas em algumas lavouras de milho da segunda safra.

A análise específica da cultura revela ainda mais clareza sobre o cenário. No Paraná, a chegada do outono trouxe uma queda gradual nas chuvas e temperaturas elevadas persistentes, criando um ambiente que exigiu maior atenção dos produtores. A Conab enfatiza que os atrasos no plantio aumentaram o risco de estresse hídrico e favoreceram a proliferação de pragas como a cigarrinha, com áreas do oeste do estado começando a sentir os efeitos da falta d’água.

Calor intenso, janelas de plantio reduzidas e pragas formam uma combinação prejudicial

O perigo não decorre de um único fator isolado. A safrinha depende fortemente de chuvas regulares logo no início do ciclo agrícola e sua segurança diminui quando é plantada tardiamente. Neste ano, conforme relatado pela própria Conab, parte desse atraso foi resultado do excesso de chuvas durante janeiro e fevereiro e da lentidão na colheita da soja, que acabou atrasando o calendário em diversas regiões.


By Curitiba no Ar

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