O atual governador se torna o quarto a concluir seu mandato após ser reeleito, e até o momento, nenhum conseguiu emplacar um sucessor.
É importante observar que o histórico não é animador. Em 2002, Jaime Lerner (PFL), após cumprir oito anos sem interrupções, nomeou seu vice para a candidatura ao lado de Beto Richa (PSDB). No entanto, essa chapa ficou em terceiro lugar, enquanto Requião (PMDB) saiu vitorioso com uma candidatura pura ao lado de Orlando Pessuti como vice.
Após assumir o governo, Requião completou dois mandatos e se afastou para concorrer ao Senado. Com isso, Pessuti assumiu a gestão, mas não se lançou na disputa seguinte. Ele indicou um novo vice na chapa de Osmar Dias, que acabou derrotado por Beto Richa (PSDB).
Beto Richa tomou posse e foi reeleito, tendo Cida Borghetti como sua vice no segundo mandato. Quando Beto decidiu se afastar e perdeu a disputa pelo Senado, Cida assumiu o governo, mas foi derrotada por Ratinho Júnior. A situação é complexa: já que Ratinho era secretário de Richa e Cida ocupava o cargo de vice, fica a dúvida sobre a vitória ou derrota de Richa. Contudo, como ele estava na coligação junto com Cida, a resposta parece clara.
Ratinho Júnior conquistou a vitória e foi reeleito. Ele optou por não se afastar após uma pré-campanha frustrada para a presidência e justificou sua decisão dizendo que questões familiares o levaram a desistir da candidatura.
Com o futuro da sua sucessão ainda incerto e sem um candidato definido, a movimentação política está lenta. Enquanto Ratinho não escolher um nome forte para apoiá-lo, seus índices de aprovação de 80% podem rapidamente diminuir. Além disso, o desafio de eleger um sucessor após a reeleição pode persistir. Nesse contexto, Sérgio Moro (PL) observa com interesse enquanto Requião Filho se mostra otimista.
