A soja é novamente destaque no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, com indicativos de um desempenho próximo ao recorde histórico. O panorama é favorável para o agronegócio paranaense, que também recebe análises sobre a fruticultura e a absorção de mão de obra estrangeira pelo setor de suinocultura nesta quinta-feira (15).
No caso da soja, as condições das lavouras reforçam a expectativa positiva para a safra 2025/2026. Cerca de 90% das áreas estão em boas condições, superando índices anteriores e pagando o caminho para uma produção de aproximadamente 22 milhões de toneladas no Paraná, próximo ao recorde de 22,3 milhões de toneladas alcançado no ciclo 2022/2023.
Apesar das colheitas iniciais da soja indicarem boa produtividade no Oeste do Estado, representando uma parte pequena da área total plantada, o Deral destaca a necessidade de cautela devido às fases críticas ainda por vir. Os preços de comercialização permanecem estáveis, com a saca de soja mantendo valores semelhantes aos do início de 2025, devido à estabilidade das cotações internacionais e à valorização do real.
Em relação ao mercado de trabalho, dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que imigrantes ocupavam uma parcela significativa dos empregos formais em frigoríficos de abate de suínos no Brasil e no Paraná. A presença de estrangeiros também é relevante na criação de suínos, com o estado liderando as contratações nacionalmente, principalmente de trabalhadores paraguaios, destacando a importância econômica e social da suinocultura em meio aos fluxos migratórios internacionais.
Na fruticultura, as exportações brasileiras tiveram um desempenho expressivo em 2025, superando 1,3 milhão de toneladas, com um crescimento de quase 20% no volume embarcado em relação ao ano anterior. A receita atingiu US$ 1,56 bilhão, representando um avanço de 12,8% na comparação anual, mesmo com a redução no preço médio da tonelada. Esse cenário confirma a força das frutas brasileiras no mercado internacional, ultrapassando a marca de um bilhão de dólares em vendas e consolidando a presença do setor no comércio global.
