sábado, novembro 26, 2022
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Olhar empático: executivo do mercado cripto investe pesado em incentivo ao esporte no país

Clélio Cabral é gerente da gestora de criptoativos Braiscompany e segue os passos do CEO da empresa, Antonio Neto Ais que também é destaque no incentivo ao desporto no Brasil.

Não restam dúvidas da importância do esporte na vida das pessoas, especialmente quando ele é usado como meio de transformação social. E é justamente esse lado que chama a atenção de executivos, empresários e empresas que estão cada vez mais apoiando atletas, competições e projetos sociais voltados ao incentivo e prática de esportes.

Um desses exemplos é o executivo do mercado cripto Clélio Cabral, que atua na Brascompany, empresa especializada em gestão de criptoativos e a maior referência do segmento na América Latina. Clélio sempre apoiou projetos sociais e viu no incentivo ao esporte uma forma de impactar pessoas.

 

“O esporte é subvalorizado no Brasil, temos atletas e competições incríveis, mas que não vão mais longe por falta de patrocínio. Tenho olhado com atenção para essa realidade e buscado fazer a minha parte, contribuir com o incentivo ao esporte e para levar equipes e atletas brasileiros para competições nacionais e internacionais. Além de claro, apoiar projetos sociais que ajudam a formar atletas. Parece simples, mas o impacto desse apoio na vida das pessoas é enorme”, explicou.

Entre as parcerias firmadas pelo executivo está a competição Internacional Dubai Cup, que aconteceu no mês de setembro em Dubai e reuniu times de vários países. Clélio foi um dos patrocinadores que possibilitou a ida da equipe que representou o Brasil na competição.

Outra competição semelhante também será patrocinada por ele em 2023, a Map Cup, que acontecerá na Grécia e reunirá times de futebol de diversos países. Ele também apoia financeiramente arenas de beach tênis, equipes de vôlei e um piloto de automobilismo.

O interesse por apoiar o esporte, no entanto, não surgiu do nada. O gerente financeiro tem como inspiração o CEO da Braiscompany, Antonio Neto Ais, que tem uma longa trajetória no incentivo ao esporte, patrocinando, através da gestora de criptoativos e do projeto social Ser Mais, diversas competições, atletas e projetos ligados ao esporte no Brasil e no mundo.

“Eu comecei a olhar mais para esse segmento por ver o empenho do Antonio Neto em apoiar tudo que é ligado ao esporte. Ele me mostrou a importância que patrocinar equipes, atletas e competições tem e eu abracei isso como uma missão. Se eu posso ajudar, por que não fazer?”, concluiu.

Reclusa após abandonar a TV, Ana Paula Arósio ressurge com novo visual

Atriz decidiu deixar a carreira há cerca de 12 anos, quando desistiu de protagonizar uma novela da TV Globo em horário nobre

Longe dos holofotes desde que decidiu abandonar a carreira de atriz há cerca de 12 anos e passou a viver reclusa, Ana Paula Arósio reapareceu em fotos inéditas. Nas imagens, a atriz, que tem 47 anos, impressiona com seu novo visual. Ela aparece de cabelo curto e sem maquiagem.

Segundo o Notícias da TV, as fotos fazem parte do livro Singular, do fotografo Jairo Goldflus, que propõe mostrar a beleza natural de mulheres. Carol Castro, Fernanda Lima, Gabriela Duarte e Luciana Vendramini também integram a publicação.

Ana Paula desistiu da carreira em 2010, no auge, vista como uma das atrizes mais bem sucedidas e talentosas da televisão. Escalada para protagonizar a novela Insensato Coração, a artista viajou para Santa Catarina, onde as primeiras gravações aconteceriam. Entretanto, assim que chegou ao local, ela desistiu de tudo e pediu a rescisão de seu contrato com a Globo.

Desde então, Arósio passou a viver longe da mídia e recusou várias propostas para voltar à televisão. Em 2020, oito anos após ter abandonado a vida artística, ela reapareceu como garota propaganda de um banco e recebeu uma quantia milionária pela campanha.

 

Gleisi defende PEC da Transição para 4 anos: “Não pode ser no soluço”

O PT quer que a PEC da Transição estipule o prazo de quatro anos para o Bolsa Família ficar fora da regra do teto de gastos

A deputada federal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, defendeu nesta quarta-feira (23/11) o prazo de quatro anos para financiar o Bolsa Família, previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição.

“Eu acho que a gente tem que ter mais previsibilidade no sentido da sustentabilidade das políticas. Não pode ser no soluço. Você faz por um ano, e depois renova. Nós não vamos acabar com a fome, com a miséria, com as crises no país em um ano”, afirmou Gleisi após reunião do conselho político, na sede do Gabinete de Transição.

Segundo a presidente do PT, o governo eleito quer uma “solução política”, que passe pelo Congresso e tenha a responsabilidade de oferecer uma alternativa a longo prazo.

“Não é para governo, não é para o Lula, não é para o Geraldo Alckmin, não é para o nosso governo. É para o povo brasileiro, para as pessoas não ficarem com medo, para as pessoas não ficarem receosas de terem interrompido o seu sustento antes de terem uma saída”, prosseguiu Gleisi.

Teto de gastos

A PEC da Transição pretende estourar o teto de gastos em R$ 200 bilhões para financiar o Bolsa Família pelo período de quatro anos. Interlocutores afirmam que o prazo da PEC é tema de divergência entre o Centrão e o partido do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Instituído em 2017, o teto de gastos é uma regra constitucional que impede as despesas do governo de crescerem acima da inflação do ano anterior. Crítico ao teto, o PT estuda uma nova âncora fiscal, mas ainda não forneceu detalhes sobre a proposta.

Sobre o prazo para apresentação da PEC no Congresso, Gleisi disse que o texto pode ser protocolado ainda nesta quarta ou na quinta-feira (24/11), mas a tramitação começa na próxima semana. Líderes partidários têm se queixado do tempo exíguo para análise da proposta.

Pastor é preso após mentir que sócio era estuprador e encomendar a morte dele

Um pastor e policial militar aposentado, identificado como Josselice, líder de uma igreja de Goiânia (GO), foi preso nesta segunda-feira (21/11), suspeito de encomendar a morte do sócio, mentindo que ele era estuprador.

O motorista de aplicativo Sebastião Filho Ibiapino de Miranda foi assassinado com golpes de faca, em um suposto latrocínio, na noite de 13 de novembro. Ele foi morto enquanto voltava de um culto no Morro do Mendanha. A vítima e os acusados no crime frequentavam a mesma igreja do pastor Josselice.

De acordo com a Polícia Civil,  o que motivou o crime foram desavenças entre o pastor e o motorista, envolvendo um espaço de festa que eles montavam. Os outros suspeitos, com idades entre 18 e 24 anos, também foram presos na manhã do dia 18, mas foram ouvidos e liberados porque não houve flagrante.

Médica Paula Delai fala sobre Síndrome de Burnout em atletas

A síndrome de burnout é uma alteração de cunho psicológico, que está associado á exaustão física e mental intensa, decorrente de estresse emocional em seu dia a dia. Está presente em situações que demandam muita competitividade ou responsabilidade. Segundo a médica Paula Delai “Os atletas de alto rendimento, especialmente aqueles dedicados a esportes de maior intensidade, são levados ao seu limite físico, mental e emocional de forma rotineira. A busca pela perfeição e o medo do fracasso estão entre os fatores de vulnerabilidade que causam esgotamento dos esportistas.”, afirma.

Médica Pediatra, Paula Delai defende que os jovens atletas, especialmente as crianças, evitem a especialização em uma única modalidade esportiva. “Diversos estudiosos sobre o tema alegam que a formação esportiva precoce restringe o desenvolvimento físico, psicológico e social da criança. É preconizado a formação esportiva multilateral. Dentre os benefícios, a exposição á diversas habilidades motoras enriquece e melhora adaptação geral, diminuindo até risco de lesões. Ser congruente com as etapas de desenvolvimento infantil ”, afirma.

A síndrome de burnout é multifacetada e tem sintomas que podem se manifestar com cefaléia, alterações de apetite, cansaço, insônia, gastrite, úlceras. Pode haver uma sobreposição com outros transtornos mentais e haver ansiedade patológica, irritabilidade, depressão, frustração, negatividade. Estar atento a mudanças comportamentais bruscas, como: inflexibilidade para lidar com dificuldades do cotidiano, hostilidade, dificuldade de concentração, aumento de conflito interpessoais, desmotivação com os treinos, apatia em relação ao técnico e ao clube.

Os traços de personalidade e estilo de vida podem influir no acúmulo de estresse. “É importante propiciar condições para que o jovem seja bem sucedido. Respeitar a maturação biopsicossocial.” pontua Dra. Paula Fernanda Delai.

Para a médica Paula Delai, “Todos que estão envolvidos com os atletas podem contribuir pela prevenção do burnout. Alguns cuidados são essenciais, como uma rotina de treinos adequada, alimentação adequada, pausas que reservam momentos de lazer e atividades de relaxamento, que vão ajudar a reduzir o estresse a sensação de cansaço. Somado a isso, é fundamental um acompanhamento psicológico, evitar o isolamento social. Essas estratégias são essenciais para garantir não só o desempenho, mas também, o seu bem-estar físico e emocional, garantindo qualidade de vida dentro e fora do âmbito competitivo”, conclui a pediatra.

Empresário é preso por abusar sexualmente de ao menos 10 mulheres em provador de loja

O empresário Cleidison dos Santos Fernandes, de 31 anos, que estava foragido desde março de 2021, quando foi acusado de abusar sexualmente de pelo menos 10 mulheres dentro de provador de loja em Belo Horizonte (MG), foi preso nesta quinta-feira (27), em Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

Os crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual, contra mulheres, aconteciam, segundo a Polícia Militar (PM) dentro do provador da loja dele, em um shopping popular, no Centro de Belo Horizonte.

Ainda de acordo com a Polícia, pelo menos cinco vítimas registraram ocorrência, na internet existem mais de 50 relatos sobre o caso. As vítimas são clientes, modelos e funcionárias da loja Ana Modas.

Para se manter no anonimato, desde que foi dado como foragido, o homem usava o nome de Wellington Oliveira, segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de São Paulo (DEIC-SP), que realizou a prisão.

A polícia chegou até o empresário após receber denúncia, informando que um homem foragido da justiça mineira estaria escondido em um edifício no bairro Tatuapé. A 5ª Delegacia de Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Bancos), foi quem recebeu as informações.

Cleidison dos Santos Fernandes, que estava no local informado, admitiu ser procurado, mas ao chegar na delegacia negou os crimes.

O caso

O empresário responde na Justiça por uma acusação de abuso sexual. Além deste processo, Cleidison dos Santos Fernandes é investigado pela Polícia Civil por outros casos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, as vítimas têm entre 18 e 29 anos e os crimes começaram em 2017.

A delegada Larissa Mascotte, ao menos 14 mulheres procuraram a delegacia para denunciar o empresário por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.

“Foram 14 vítimas que nos procuraram e 11 foram consideradas para fins de indiciamento. Ele foi indiciado pelo crime de estupro por quatro vezes, por estupro de vulnerável – uma vez – e, pelo crime de importunação sexual por cinco vezes”, disse a delegada.

Além disso, na maioria das vezes, os abusos aconteceram dentro do provador da loja Ana Modas, que está fechada desde que as denúncias vieram à tona.

Na internet, mais de 50 mulheres compartilharam relatos de abusos sofridos tanto no interior do estabelecimento quanto na casa do homem. Entre as vítimas estão clientes, funcionárias e mulheres procuradas por ele para realização de parcerias com a loja.

Mãe e avó são presas em flagrante por maus-tratos a menino autista em Canoas, diz polícia

Mulheres também foram autuadas por impedir a ação do Conselho Tutelar, acionado após receber denúncia de vizinhos. O adolescente recebeu atendimento médico e está com o pai.

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (17), mãe e avó por maus-tratos a um menino autista de 14 anos, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Elas também foram autuadas por impedir a ação do Conselho Tutelar, que foi acionado após receber denúncia de vizinhos.

Conforme o delegado Pablo Rocha, uma conselheira tutelar foi até a residência do adolescente, no bairro Guajuviras, se identificou, mas a dupla se negou a recebê-la e se trancou no interior da casa com a criança. Diante das negativas, a polícia foi chamada para intervir e determinou-se a invasão do local.

Após a realização de exames, foram constatadas lesões pelo corpo do menino. De acordo com o delegado, as agressões eram recorrentes.

O adolescente recebeu atendimento médico e passa bem. Segundo Rocha, ele está com o pai, que mora em um bairro vizinho.

 

ONG nascida em Canoas já capacitou 6 mil mulheres para trabalhar na construção civil

Um dos setores que mais empregam no Brasil, a construção civil costuma ter mais homens do que mulheres ocupando suas vagas. Mas, se depender da ONG Mulher em Construção, isso já é coisa do passado – a entidade de Canoas, fundada por Bia Kern, trabalha desde 2006 capacitando mulheres para aprenderem desde o básico até técnicas avançadas nessa área. Em 16 anos, 6 mil novas profissionais se formaram nos cursos.

Os projetos ocorrem por meio de parcerias com empresas e órgãos públicos. Atualmente, por exemplo, há mulheres vinculadas à ONG trabalhando na restauração do Palácio Piratini, em Porto Alegre, enquanto uma turma tem aulas de noções básicas sobre construção civil, em Novo Hamburgo, e outra aprende a técnica da construção a seco, em Ivoti. A entidade também já desenvolveu trabalhos em outros Estados do Brasil. A prioridade é para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A relação de Nilza Gais, 45 anos, com a ONG Mulher em Construção é de longa data – em 2009, enquanto se preparava em um curso na Ulbra para o Enem, ficou sabendo que haveria um curso gratuito de pintura predial oferecido pela entidade. Sua participação na capacitação lhe rendeu uma carreira de mais de uma década no setor, encerrada em 2022, quando a profissional frequentou um novo curso promovido pela ONG, este focado em esquadrias. Seu desempenho foi tão bom que ela acabou contratada pela Zardo Esquadrias, empresa parceira da Mulher em Construção.

Eu queria uma nova experiência. Conversando com a Bia, ela sugeriu que eu fizesse esse (curso) de esquadrias e era exatamente o que eu queria: mudar de profissão, aprender outras coisas. O trabalho com esquadrias é muito bonito. Depois de pronto, tu fica feliz por ver o que fez — comenta Nilza.

Antes de a construção civil entrar na sua vida, a profissional já havia trabalhado como caixa de supermercado, entre períodos nos quais era dona de casa. Quando começou a trabalhar com pintura predial, identificava aquela como uma grande oportunidade, mas, ao mesmo tempo, temia não ser aceita, por ser mulher.

— No começo, foi difícil de os homens aceitarem uma mulher dentro de uma empresa de construção civil, mas foi o início de uma nova etapa. A partir dali, vieram outras mulheres. O mesmo acontece aqui nas esquadrias: eram só homens e, agora, tem duas mulheres, e acredito que vai ter mais. Isso abre portas para outras mulheres terem seu espaço — observa Nilza, que enxerga ganhos financeiros e de autoestima nessa inserção feminina.

Desafios

Apesar de enxergar este como um desafio ainda hoje, Bia concorda que o preconceito com a presença de mulheres na construção civil tem diminuído.

— As mulheres estão provando por elas, a partir do trabalho delas, que são capazes. Ainda são poucas as empresas que abrem espaço para profissionais mulheres, mas já estão abrindo, porque veem que elas têm muita capacidade de organização, sustentabilidade e comprometimento, especialmente as chefes de família — destaca a fundadora da ONG.

Um grande percalço é a falta de políticas públicas como a oferta universal de vagas em creches, que faz com que, por um lado, muitas mulheres não possam procurar um emprego e, por outro, empresas tenham receio de contratar uma mãe de filho pequeno. Outra dificuldade é a desconfiança dos próprios colegas homens.

Procuramos preparar os homens para receberem essas mulheres, falando do quanto é importante recebê-las como colegas. As empresas precisam entender que, quando o funcionário é bem tratado, a empresa toda anda melhor. Muitas vezes, o problema com as empresas é com os homens mais profissionais, que cometem assédio moral e até físico — cita Bia.

Construção a seco

O curso de construção a seco é uma novidade na ONG Mulher em Construção – atualmente, uma turma de oito alunas participa da formação, que envolve aulas diárias e vai até dezembro. A capacitação foi uma demanda trazida pela Visia Construção Modular, empresa de Ivoti. A ideia surgiu como parte da implementação de práticas de ESG – sigla em inglês que compreende ações que visam contribuir na construção de uma sociedade que reduza impactos ambientais e se responsabiliza pelo desenvolvimento mais equilibrado da sociedade e com as práticas de governança.

— Baseados no conceito de ESG, aliamos uma necessidade da empresa, de mão de obra qualificada, com a expertise da ONG na qualificação de mulheres para a construção. Com isso, formamos profissionais qualificadas para atender as demandas da nossa fábrica e possibilitamos que mulheres que não possuem uma profissão formal se insiram no mercado de trabalho, evoluindo como seres humanos e fazendo também nosso papel no desenvolvimento da sociedade — analisa o CEO da Visia, Alexandre Soares.

Durante o curso, Soares percebeu que as participantes buscam muito uma oportunidade, mas, para isso, precisam de uma porta de entrada no mercado de trabalho, que a Visia pretende oferecer. O empresário considera que, hoje, o grande desafio é proporcionar um ambiente de trabalho onde as pessoas se respeitem e formem um time, independentemente de gênero, orientação sexual, cor ou religião.

— Ainda há muito preconceito. Temos já muitas mulheres em nossa empresa, inclusive na fábrica de módulos, mas nunca fizemos um programa deste porte. Fizemos um trabalho de preparação com nossa liderança e nossos funcionários. Preparamos uma sala de treinamentos, compramos ferramentas novas e vamos construir um dos nossos módulos com elas. Será um treinamento teórico e prático — afirma Soares.

A coordenadora de Recursos Humanos da empresa, Andrea Roos, tem acompanhado de perto o processo junto com o CEO. A profissional conta que, na seleção para o curso, a Visia buscou mulheres de diferentes realidades.

— Nos enche de orgulho termos esse projeto na Visia. Dessa forma, aproveitamos para engajar nossos colaboradores em um mundo mais social e empático — complementa Andrea.

Nova oportunidade

Uma das estudantes é Jéssica Torres, 34 anos. Moradora de Novo Hamburgo, sempre teve curiosidade pela área da construção civil, na qual seu marido também atua, mas nunca teve a oportunidade de ingressar nela.

— Esse curso está quebrando um pouco os paradigmas de nós mesmas, por falta de informação e de ação. Já trabalhei no comércio, como atendente de padaria, em fábrica, em tecelagem, mas não me imaginava trabalhando nessa área, porque a gente vê mais acesso para os homens — revela Jéssica.

A participante diz que tem aprendido muito todos os dias – saiu do conhecimento de nível zero em construção civil e, agora, já tem noções de encanação, elétrica, como usar a trena e ferramentas, como as maquitas.

— Todo dia, a gente sai de lá feliz, porque aprendeu coisas que a gente não sabia. Isso deixa a gente com várias ideias boas para o futuro, até de outros cursos que a gente pode fazer depois, sobre outras técnicas. Abre um caminho amplo para se especializar nesse ramo — salienta a aluna, que se empolga com a ideia de trabalhar na Visia.

As estudantes são buscadas em casa por uma van. Durante as aulas, também ganham almoço e lanches.

Na construção a seco, via de regra, não há uso de água. Ou seja: não há argamassa ou cimento, por exemplo, com exceção da fundação da obra. Construções modulares utilizam muito a técnica, assim como estruturas que são suportadas por pilares ou colunas e são concluídas com paredes de gesso, ou dry walls.

 

Alexandre de Moraes cancela passaporte de Allan dos Santos

Decisão de Alexandre de Moraes foi comunicada nesta segunda-feira pelo Itamaraty à embaixada brasileira nos Estados Unidos

O ministro Alexandre de Moraes ordenou o cancelamento do passaporte do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

A coluna apurou que a decisão foi comunicada ao Itamaraty e distribuída nesta segunda-feira para a embaixada brasileira nos Estados Unidos.

O ministro determinou também que o cancelamento do passaporte seja incluído no chamado MAR, o Módulo Alerta e Restrição, do Sistema de Tráfego Internacional. Isso faz com que o blogueiro não consiga se locomover para outros países a partir do território americano, onde vive atualmente.

A própria situação de Allan dos Santos nos Estados Unidos fica precária: a partir de agora, ele é um indocumentado no país.

A ordem de prisão

Moraes ordenou a prisão do blogueiro em outubro de 2021. Ele é investigado por difundir fake news e fazer ataques e ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal. O ministro também determinou que o governo de Jair Bolsonaro adotasse providências para solicitar a extradição de Allan dos Santos aos Estados Unidos.

O processo de extradição, porém, segue mal-parado, como mostrou a coluna neste fim de semana. O Ministério da Justiça, responsável por conduzir as tratativas com Washington, diz que a bola está com as autoridades americanas.

Enquanto isso, Allan dos Santos segue fazendo o que o levou a ser alvo da ordem de prisão. Na semana passada, em Nova York, ele participou de protestos bolsonaristas contra ministros do Supremo que estavam na cidade para uma conferência. Semanas antes, na Flórida, desafiou Moraes a prendê-lo.

 

“Só quis me defender”, diz advogado preso após efetuar disparos contra manifestantes na BR-060

O advogado criminalista, BhenHur Rodrigo Bresciani, preso na tarde dessa segunda-feira (31), após efetuar três disparos de armas de fogo para o alto ao tentar furar o bloqueio rodoviário feito por manifestantes na MS-060, região de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, gravou um vídeo relatando a sua versão da história.

BhenHur mora em Ponta Porã e afirma que agiu em legítima defesa, após os manifestantes agirem de forma agressiva com ele. “Estava me deslocando até Campo Grande para trabalhar e fui parado nessa barreira. Preciso trabalhar, vivo às custas do meu trabalho, sou pai de família e sustento minha casa. Me vi obrigado a reagir, pois os manifestantes investiram contra mim, contra minha integridade física, contra minha vida e para preservar minha vida utilizei minha arma de fogo. Não feri ninguém e só quis me defender. Eu tentei passar a barreira e o pessoal começou a jogar coisas no meu carro e, ao mesmo tempo, um pessoal veio em direção e tentou abrir a porta do carro para me retirar de lá. Se eles tivessem consigo me tirar do carro, com certeza eles iriam me agredir, me espancar ou até me matar”, relata.

Rodrigo confirma que pegou sua arma, apontou para cima e efetuou três disparos que segundo ele, foi apenas para dispersar os manifestantes. “Foi uma atitude para repelir uma injusta agressão que eu estava sofrendo. Eu estava exercendo todos os meus direitos. Por ser advogado criminalista eu tenho porte federal de armas por já ter sofrido atentados e ameaças pela minha profissão. O porte me foi concedido para minha proteção pessoal”, disse.

Na oportunidade, o advogado elogia a postura dos policiais que o conduziram até a delegacia. “Eles foram extremamente educados. A todo momento eles ficaram em volta de mim tentando garantir minha segurança e proteção. Eu nunca respondi nenhum processo, não tenho nome sujo e não devo nada para ninguém”, finalizou o vídeo.

O advogado pode ser indiciado pelo crime de disparo de arma de fogo em via pública. Com ele foram apreendidos um canivete, uma pistola Taurus 9mm e 48 munições, sendo dois carregadores com 17 munições e outro com 14.

Conforme a delegada responsável pelo caso, Barbara Fachetti, o inquérito foi instaurado para melhor apuração da situação. “Pela nossa deliberação houve um excesso e por isso que a gente o autuou em flagrante delito por disparo de arma de fogo. Ele é advogado, a OAB acompanhou tudo, arbitramos fiança ele pagou e foi liberado. Agora o inquérito foi instaurado e a gente vai apurar melhor”, explicou Barbara.

Até o momento, são quatro pontos com manifestação dos bolsonaristas após o resultado das eleições, nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Em Dourados, na BR-163, km 256; em Bandeirantes, na BR-163, km 550; e dois em Campo Grande, na BR-163, km 466 e 490.

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