“Quem mais sofre com enchentes, tornados e ondas de calor são as pessoas que vivem nas áreas mais vulneráveis”, afirma Goura
Após a aprovação do PL 136/2024, o Estado do Paraná passa a priorizar a justiça climática, garantindo que as leis orçamentárias contemplem ações e recursos para a implementação da Política Estadual sobre Mudança do Clima (Lei 17.133/2012).
Na última terça-feira (10), os deputados estaduais aprovaram o substitutivo ao texto proposto pelos deputados Goura, Cristina Silvestri, Dr. Antenor, Luciana Rafagnin, Arilson Chiorato, Ana Julia, Marli Paulino e Professor Lemos. O projeto agora aguarda a sanção do governador.
Goura destacou a importância da atualização da lei do clima, ressaltando que a inclusão do conceito de justiça climática nas políticas estaduais reconhece que as populações mais vulneráveis são as mais afetadas por problemas climáticos como enchentes, tornados e ondas de calor.
Crise climática em foco
O deputado enfatizou que o Paraná já sente os efeitos das mudanças climáticas em diversas áreas, como segurança alimentar, saúde pública, meio ambiente e economia. Por isso, a declaração formal de emergência climática é necessária para mobilizar recursos e coordenar ações entre governo, setor produtivo e sociedade.
Além disso, dispositivos foram acrescentados para garantir que a Política Estadual sobre Mudança do Clima tenha previsão nos orçamentos públicos, fortalecendo o compromisso do Estado com a causa.
Desmatamento zero como solução
Goura ressaltou que a melhor maneira de lidar com a crise climática é adotar uma postura firme em relação ao desmatamento zero. Para ele, essa medida prática é essencial para combater os impactos das mudanças climáticas e preservar os recursos naturais estratégicos do Paraná.
O deputado ainda mencionou a importância do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas e do Plano de Ação Climática 2024–2050 como ferramentas para transformar essas prioridades em metas tangíveis e ações concretas.
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