Entre a saída do centro de distribuição e a chegada à cozinha de um restaurante existe uma etapa que, embora pouco visível para o consumidor final, pode ser decisiva para a qualidade dos alimentos. Carnes, queijos, laticínios, congelados e outros produtos perecíveis precisam manter condições adequadas de conservação ao longo de todo o transporte, especialmente em operações que atendem restaurantes, pizzarias, hamburguerias, padarias, hotéis e outros estabelecimentos do food service.
Na MegaG Alimentos, esse acompanhamento faz parte de uma operação logística que reúne atualmente 366 veículos e utiliza sistemas de monitoramento para acompanhar as condições das cargas refrigeradas durante as viagens. Sensores instalados nos baús são conectados ao sistema Ravex, permitindo que a temperatura seja acompanhada ao longo das rotas.
As faixas de operação variam conforme a categoria e as especificações dos produtos transportados e podem ficar entre -10°C e +10°C. Depois que o caminhão deixa a base, as informações seguem sendo acompanhadas pela torre de controle da empresa, que monitora possíveis oscilações e pode acionar o motorista caso seja identificada alguma condição fora dos parâmetros definidos para a carga.
O objetivo é permitir uma resposta ainda durante o percurso, evitando que uma eventual falha no sistema de refrigeração seja percebida apenas no momento da entrega, depois de a mercadoria já ter percorrido uma longa distância.
O controle começa antes mesmo da saída dos veículos. Quando é identificado algum problema no equipamento de refrigeração, o caminhão não é liberado para seguir viagem. Caso a ocorrência aconteça durante o trajeto, a empresa avalia a situação e pode determinar o retorno à base ou enviar outro veículo para realizar o transbordo da carga.
“O controle de temperatura garante que a carga chegue ao destino com a mesma qualidade com que saiu do nosso estoque, atendendo às especificações e protegendo o produto e a confiança do cliente”, afirma Wagner Eduardo dos Reis, gerente de Transportes da MegaG Alimentos.
Segundo o executivo, o diferencial está na combinação entre refrigeração, rastreabilidade e capacidade de resposta ao longo de toda a operação.
“Nossa frota refrigerada faz isso de forma consistente, com rastreabilidade e sem depender de improviso, o que nos diferencia de quem só oferece ‘transporte com baú fechado’”, acrescenta.
Veículos percorrem cerca de 7 mil quilômetros por mês
A dimensão dessa estrutura também pode ser observada pela quilometragem percorrida. Cada veículo roda, em média, aproximadamente 7 mil quilômetros por mês, o que exige que o controle das condições de transporte seja incorporado à rotina operacional e não fique restrito apenas aos momentos de saída e chegada da carga.
Em uma operação dessa escala, a refrigeração passa a integrar o próprio processo de controle de qualidade da distribuidora, principalmente em categorias nas quais alterações de temperatura podem comprometer as condições de conservação dos produtos.
Para os estabelecimentos do food service, esse tipo de estrutura também amplia os critérios considerados na escolha de um fornecedor. Além de preço, prazo, variedade e disponibilidade, passam a ter peso fatores como rastreabilidade, monitoramento durante o transporte e capacidade de resposta diante de eventuais falhas.
São controles que acontecem longe dos olhos de quem está à mesa, mas que fazem parte de uma etapa importante da cadeia de abastecimento e ajudam a determinar as condições em que os alimentos chegam às cozinhas dos estabelecimentos.
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